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Google Enterprise: canais celebram alta demanda

Thursday, April 1st, 2010
Abaixo segue uma matéria da CRN Brasil na qual dei entrevista para o Gilberto Pavoni

Google Enterprise: canais celebram alta demanda

por Gilberto Pavoni, especial para CRN Brasil

19/03/2010
Os poucos canais cadastrados estão com sorriso de orelha a orelha com a alta demanda. Mas, o sucesso também traz necessidade de ajustes

Todo mundo - ou pelo menos todo o planeta conectado - conhece o Google pela inovação do seu mecanismo de busca, pela democratização da propaganda online, por ser uma das marcas valorizadas de toda a indústria de tecnologia e por uma certa desconfiança de que a empresa quer dominar o mundo. Esta última impressão não deixa de ser um exagero, ou pelo menos era um exagero antes da gigante situada em Mountain View ter uma estratégia sólida para abocanhar o mundo corporativo, uma realidade desde o início de 2009.

O mundo da TI no ambiente empresarial é um território novo para o Google, acostumado ao chamado boca-a-boca do internauta caseiro. Algo novo, mas pensado em detalhes. Ao se deparar com o possível domínio de mercado, onde reinavam Microsoft, SAP, Oracle, a companhia notou que seria impossível trabalhar sem uma estratégia de canais. Ninguém conhece melhor o cliente final do que esse último elo do intricado mercado de tecnologia. É ele que detém o relacionamento e o conhecimento dos problemas dos usuários - algo que todos os executivos de distribuidores, revendas e integradores têm na ponta da língua. De uma maneira muito simples e exemplar, foi assim que nasceu a estratégia do alter-ego do Google no mundo corporativo.

Esse novo perfil da empresa se consolidou no início de 2009 com o lançamento da suíte Google Apps, um pacote de aplicativos que vão do e-mail, passam por uma versão do Microsoft Office, até outras ferramentas como antispam e antivírus. Um produto de sucesso. Calcula-se que já existam mais de 2 milhões de empresas utilizando a solução com mais 3 mil novas entrando todo o dia.

No Brasil, o Google foi ágil em estabelecer contatos com parceiros de negócio. Já são sete canais que tratam do lado Google Enterprise. E, ao que tudo indica, é um grupo feliz, mesmo que a licença do Google Apps, a solução de maior demanda hoje, seja de apenas US$ 80, com cerca de 20% de comissão. “O preço é baixo, mas há muita oportunidade de oferecer serviços”, diz o diretor-executivo da Setesys, Beni Kuhn. A pequena rede de parceiros espera fechar entre dois e cinco contratos novos por semana.

Por ser uma experiência nova, o Google tem se esforçado para educar os parceiros. Todos que se envolveram nessa nova modalidade de vendas indiretas receberam treinamento e têm contato próximo com a pequena, mas dedicada equipe no Brasil. “Eles estão bem focados no sucesso do parceiro e a política de canais é clara e bem estruturada”, comenta o diretor da Valuenet, Sanjay Agarwal.

Avanços no cenário perfeito

Contudo, mesmo com demanda alta, marca forte, tecnologia reconhecida e parceria estruturada, é possível detectar pontos nos quais o Google deve se dedicar para melhorar o recente ambiente de canais criado. Não é uma tarefa fácil, já que todos estão entusiasmados com a relação. É preciso muita conversa para descobrir o que precisa ser melhorado.

A maior dificuldade dos parceiros é reverter a imagem que a própria empresa criou. “Em muitas companhias, o executivo diz que é fã do Google porque é tudo de graça”, aponta o diretor de operações da Just Digital, Rafael Cichini. E cabe ao parceiro tentar explicar que não é bem assim e que, apesar de um custo muito baixo, é um produto comercial como outro qualquer do mundo corporativo.

Para muitos, a melhor estratégia para resolver esse impasse seria o investimento em propaganda. Isso envolveria portais na internet e mídia tradicional, que muitos gestores de TI ainda gostam de ler. “É necessário mostrar aos possíveis clientes que existe um Google que não é só buscas na web”, diz Cichini.

A política de marketing e divulgação ainda tem outra pontas soltas que os parceiros gostariam de ver mais definidas. “Não há uma qualificação dos canais e, embora isso hoje não seja um problema, quando o número aumentar, vai ficar todo mundo no mesmo balaio”, prevê o CEO da empresa IP Connection, Alexandre Otto. A saída, nesse caso, seria uma estrutura de níveis e especializações dos parceiros, exatamente como outros fabricantes de TI fazem. Outra queixa é sobre treinamento. Os parceiros sentem falta de mão-de-obra no mercado.
Todas essas questões fazem parte da estratégia do Google para conquistar mais espaço no mundo corporativo em 2010 (veja quadro nessa reportagem). “O trabalho com marketing é nosso próximo passo e ainda no primeiro trimestre haverá anúncios sendo veiculados”, diz o diretor da divisão enterprise no Brasil, José Nilo Martins. Em outros mercados da América Latina, essas ações já estão no ar.

A empresa planeja um cronograma de treinamento para aumentar a base de desenvolvedores e a certificação Google está a caminho. “Há todo um cuidado porque também não queremos que isso vire desculpa para aumentar os preços, já que somos reconhecidos por soluções de baixo investimento”, destaca Nilo.

Quanto à qualificação do canal, Nilo é enfático. “Temos algo em discussão sobre isso, sabemos da importância, mas podem esperar que a definição vai ser algo no estilo Google e pode surpreender muita gente”. O objetivo da empresa é dobrar o número de sete canais ainda em março e, a partir daí, ganhar mercado geograficamente. Provavelmente, para conquistar o mundo - o corporativo inclusive.

De Olho Na Web de volta após as férias

Thursday, January 15th, 2009

Após alguns dias fora, estou de volta para trazer as novidades do que rola de mais atual no mercado de internet.

Espero movimentar o Blog ainda mais este ano, trazendo muitas novidades.

Ótimo ano para todos!

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Tuesday, December 2nd, 2008

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